O segmento da Construção Pesada é reconhecido mundialmente, estudos da Universidade de Oxford indicam quando e aonde a construção pesada vai bem a economia em geral também se fortalece, nos Estados Unidos, a recuperação da economia após a queda da Bolsa em 1929, à indústria da construção pesada teve papel primordial, o setor, denominado “Heavy Construction Sector” é tido como fundamental a qualquer política de desenvolvimento. Após a Segunda Guerra Mundial na Europa com o plano Marshal e no Japão havendo uma absoluta de reconstrução e de geração de emprego foi também a construção pesada que a partir da construção de infra estrutura e por indução e financiamento do Estado que reconstruiu aqueles países destruídos pela Guerra, gerando milhares de empregos.
Vale destacar que a indústria de construção pesada reúne as empresas brasileiras voltadas para a atividade de construção em um amplo espectro de segmentos, entre os quais se destacam: infra-estrutura de transportes, infra-estrutura de saneamento, infra-estrutura de energia elétrica, infra-estrutura para o setor petróleo e obras públicas e instalações industriais de grande porte. Trata-se de atividades caracterizadas por uma substantiva intensidade em capital e tecnologia e pela necessidade de se operar em grande escala, além disso, o setor é responsável pelo desenvolvimento de um know-how de grande importância estratégica para o país, principalmente quando se espera que o Brasil, finalmente, assuma uma trajetória de crescimento econômico mais acelerado, a qual tem como pressuposto investimentos em infra-estrutura.
A cadeia produtiva da indústria da construção pesada envolve a produção de uma ampla gama de bens e serviços de natureza intermediária, as realizações do Sindicato Profissional da Construção Pesada são frutos da união de esforços e trabalho de todos os trabalhadores associados e não associados que, juntos, fortalecem a entidade, ativa para reivindicar direitos, dessa forma, é preciso entender as particularidades das obras de construção pesada em relação às obras de edifícios, as tecnologias, os equipamentos e os métodos de gestão envolvidos, para que se dê o efetivo e necessário cumprimento de seus instrumentos coletivos que são específicos, atuando como um subsetor da Construção Civil em geral, porém com ele não se confunde, tendo em vista suas especificidade e características, como ramo industrial diferenciado dos demais, a construção civil em geral caracteriza-se por uma série de particularidades, entre as quais a imobilidade do produto, a necessidade de constituir uma unidade produtiva a cada novo produto, o grande número e sobreposição de operações, a mobilização e desmobilização de recursos em curto espaço de tempo, as dificuldades na previsibilidade do processo de construção, a fragmentação do trabalho e o emprego de várias categorias funcionais simultaneamente.
Surgida na Europa após a II Guerra Mundial, a preocupação com a produtividade engloba todos os aspectos da edificação, havendo uma concentração na mão-de-obra, cuja participação é a mais representativa da produtividade total, já que o setor baseia-se na sua utilização intensiva.
Em termos de recursos humanos, a Construção Pesada também se caracteriza por ser um ramo industrial que emprega profissionais com as mais diversas formações, basicamente divididos em setor técnico-administrativo (escritórios de apoio às atividades referentes à construção) e setor de construção (a obra propriamente dita), em uma dicotomia característica da divisão social do trabalho capitalista.
O setor técnico-administrativo agrega arquitetos, engenheiros, informatas, administradores, projetistas, calculistas, orçamentistas, desenhistas, secretárias, compradores, vendedores, etc., cujo contato com a obra é indireto.
O Setor de Obras, atuando diretamente vinculados ao canteiro de obras encontram-se Engenheiros, Supervisor ou mestre, topógrafo, contramestre; operador de maquinas, motoristas pedreiro oficial, meio oficial, Tecnico em construção, Técnico em Geomática, apontadores, supervisores, montadores de estruturas de concreto, montadores em estruturas metálicas, técnicos eletricistas, aplicadores de materiais isolantes, Instalador de tubulações, soldador, operador de dragas, operador de guindaste, mecânico de maquinas hidráulico e de maquinas pesadas, aplicadores de asfalto, trabalhadores em urbanismos e jardinagem, etc.
A existência e o número desses profissionais estão associados, tanto no setor administrativo quanto na própria obra, as suas características, da obra de infra-estrutura, a tecnologia empregada, e ao porte da empresa e/ou da obra construída.
A vinculação profissional à empresa construtora é muito variável, havendo uma tendência crescente de subcontratação (terceirização) de serviços, desde projetos até serviços de limpeza, atingindo, em alguns casos, a totalidade das etapas, passando a empresa construtora a ser uma mera gerenciadora das diversas subempreiteiras ou fornecedores. Esse procedimento é adotado basicamente com o objetivo de reduzir encargos trabalhistas chegando quase sempre a ilegalidade do emprego informal e dos serviços por tarefa, além de buscar corretamente uma maior produtividade, em função da especialização oferecida pelas fases da obra, especialização das empresas e das suas equipes de trabalho.
A formação desses profissionais também tem vários graus de exigência, desde aquelas funções que requerem formação universitária (arquitetura, engenharia, geologia, topografia) até aquelas que não necessitam de nenhuma formação prévia e cuja capacitação se dá no próprio ambiente de trabalho (Operador de Maquinas.).

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